domingo, 9 de dezembro de 2012

“Macanudismo, quadrinhos, desenhos e pinturas de Liniers”.

Ao entrar na exposição, percebi a quantidade de detalhes para querer mostrar o lado bom e ruim da vida. De cara, podemos até perceber que se trata de uma exposição série, mas ao “estudar” a exibição, notei que o artista puxa muito para o humor. Como que Liniers tem a paciência e as ideias de passar ao mundo tudo que temos a oferecer? Delicado e detalhista, o quadrinista Argentino se parece pouco comigo. Posso até notar a diferença entre o bom e o ruim, até saber mostrar, mas da forma que ele encontrou, nunca.

As histórias são pequenas e diretas. Já as pinturas, muito abstratas e até difíceis de fazer. Ele une diversos quadros para fazer a pintura em todos eles, dando trabalho e paciência, coisa que eu tenho pouca.

As historinhas chamam atenção pela sinceridade e humor. Por exemplo, um que achei bastante engraçado: dois amigos estão na chuva e, ao abrir a sombrinha, a chuva para. Ao fechar, a mesma volta e assim sucessivamente. Enquanto isso, os amigos comentam um com o outro que “o dia hoje está mais para soluço”, dando a entender que a chuva está com soluço, pelo fato de cair e parar.

Tenho a plena certeza de que muitos vão ver a exposição, achar bonito e não entender o que ela passa. Outros entenderão, mas não terão paciência de ler todas as histórias em quadrinhos e outros vão ler todas e não entender. Posso falar por mim, não li todas, entendi algumas e gostei muito dos detalhes. É incrível como uma pessoa consegue mostrar a sociedade tamanha importância com a vida, humor e até o mítico e estranho mundo imaginário, com cabeças flutuantes e monstros de chapéu. Uma exposição quase que 100% surreal.

Ao final de tudo, gostei bastante e indico a quem quiser relaxar a mente e viajar um pouco no mundo surrealista, que pode trazer surpresa para cada tipo de leitura.

"Something about Alice"

O filme relata a história de Alice, uma menininha que “viaja” por um mundo completamente fantasioso. Ela adormece e logo em seguida acorda assustada, passeando por um lugar novo e esquisito. A história se passa em lugares estranhos e com criaturas ainda mais estranhas. Alice se transforma numa boneca e sai caminhando e conhecendo esse novo mundo.

Conhece o coelho atrasado, o chapeleiro maluco e a Rainha de Copas que corta a cabeça dos súditos que são acusados de cometer algum crime. Alice passeia tanto que faz amigos e inimigos. Ela tenta descobrir onde está, mas ninguém a ajuda. O único que poderia apoiá-la seria o coelho, mas ele sempre estava atrasado para algum compromisso. Ao longo do tempo, Alice vai tentando desvendar tudo e de repente, volta para onde estava, notando que tudo não se passou de um sonho.

O que dá a impressão é de que o roteiro do filme é o próprio livro escrito, a obra descrita. É notável por causa da ausência de diálogos e quando há, a voz da narração surge, dando a impressão ainda maior da descrição da obra.

Um filme estranho, impressionista, bizarro e até um pouco chocante. Mas a composição e o modo que foi feito, trás um grande up. A película é feita toda em stop-motion e trás um valor mais alto e notável para o telespectador. Um filme famoso, de arte e feito de um modo bastante valorizado pelo mundo do cinema.

A Cultura de Massa, a Policultura e a Sociedade

           As transformações no sistema de cultura do mundo desde a época de 1950 até os dias de hoje são notáveis. Nos tempos antigos, cultura era um termo muito comum na sociedade. Todos iam a um bom teatro, um cinema, e até assistir peças teatrais nas ruas mesmo. Davam valor à cultura. O tempo foi passando, e mesmo com o golpe militar e a repressão do governo, a população ainda insistiu. Muitos eram estudantes, que queriam um mundo melhor, um país melhor e retratavam isso em cultura.

            Com a chegada do século 21, a crise na cultura se exerce no país e a população passa a consagrar a tecnologia e a vida noturna, esquecendo e deixando de lado o que o Brasil tem de bom a oferecer. Bons filmes, peças teatrais entre outras formas de cultura. O que predomina nos dias de hoje é a cultura de massa, também chamada de cultura popular. É caracterizada pela imagens e fenômenos famosos que acontecem no mundo virtual, os “virais”, “redes sociais” etc, além de ser fortemente influenciada pela mídia de massa.

     Na cultura popular existem subculturas; crenças no superficial, consumismo, sensacionalismo e corrupção. O termo surgiu no século XIX, em uso original para se referir à educação e cultura das classes mais baixas.

          “Cultura de Massa é o total de ideias, perspectivas, atitudes, memes, imagens e outros fenômenos que são julgados como preferidos por um consenso informal contendo o mainstream de uma dada cultura.” (Fonte: Internet). É entendível como cultura influenciada ou influenciável. Por que será que a cultura de antigamente foi dizimada? Será que estamos numa era de revoltas e desistências, já que a tecnologia e as teorias de informação estão dizendo que o mundo vai se acabar?

          Não se deve acreditar em tudo que é dito. O problema da sociedade é a influência. Grande parte da população é facilmente controlada por ela mesma. Quem diria que peças de teatro e filmes brasileiros não seriam um dos mais vistos? A influência do estrangeiro causou isso na sociedade. O cinema americano é o mais visto no país... além de que, famílias, influenciadas pelo externo, passam isso para seus precedentes, sem nem sequer, perceber.

      A sociedade precisa acordar para ter sua cultura de volta. Se diz “policultural”, mas resumindo é “farinha do mesmo saco”. Nota-se também, a vontade dos jovens de se soltar. Por exemplo: Se um jovem ouve da sociedade que ela é policultural, ele deseja seguir seu rumo e escolher sua própria cultura e seguimento, mas para isso, precisa da emancipação, causando um grande transtorno para a família, que lá no começo, ajudou a criar ele dessa forma.

          Acredito que bastou uma crise popular para dar início a várias crises na sociedade.

Binário da Zona Norte do Recife “na mira” dos motoristas

Proposta da CTTU para desafogar o trânsito no Recife só causou estresse e aumentou mais ainda o tráfego de veículos na região.

O “rolo compressor”, o “empurra com a barriga”, o “deixa pra depois” entre outros ditados populares, está predominando o trânsito da zona norte do Recife. Há pouco mais de um mês de planejado o novo binário Arraial/Encanamento, que propõe a melhoria do trânsito na área, já está causando transtorno e dor de cabeça para muitos motoristas que passam por ali.

A proposta do novo binário é de desafogar o trânsito e fazer com que o ciclista tenha mais espaço para também poder trafegar. As afetadas foram a Estrada do Encanamento, que era mão dupla e agora mão única sentido Av. Dezessete de Agosto e a Estrada do Arraial que também era mão dupla e agora é mão única sentido Casa Amarela.

A complicação começa na hora que muitos moradores da Estrada do Arraial, que precisam pegar a Av. Dezessete de Agosto para poder ir trabalhar, precisa ir até o fim da Arraial, fazer o retorno no mercado de Casa Amarela e pegar a Estrada do Encanamento ou a Av. Norte. Com isso, além dos carros que já desciam da Estrada do Encanamento e da Av. Norte, temos os carros da Estrada do Arraial.

A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) já tomou conhecimento do problema e já tentou amenizar a situação, colocando policiais para ajudar no trânsito, mas mesmo assim, está praticamente impossível de trafegar na área; a qualquer hora do dia.

Foram feitas reuniões com os engenheiros de trânsito da cidade para tentar a melhoria do tráfego de carros naquela região. Muitas destas com moradores e motoristas revoltados com a mudança. A proposta deles seria desfazer o binário e voltar a ser como antes, mas a CTTU e a Prefeitura afirmam que a proposta do binário, além de diminuir o trânsito era de dar espaço ao pedestre.

Já foi decidido que a CTTU colocará em prática mudanças na circulação de veículos no binário. De acordo com o Diário de Pernambuco “A primeira providência será transformar em via de mão única a Rua Virgínia Loreto, que liga a Rua João Tude de Melo à Avenida 17 de agosto”.

Mas, e os ciclistas? A CTTU também afirma que precisará estudar a situação dos que preferem uma vida mais saudável e/ou fugir do trânsito intenso na área, mas como a cidade é movida por “outros ares” , ficará difícil para os ciclistas.