terça-feira, 4 de abril de 2017

Volta por cima

Mais um clichê da sociedade envenenada com tanta influência alheia. “Perdeu o emprego, acabou o casamento, perdeu um ente querido? Dê a volta por cima! ” Mas, vamos analisar mais detalhadamente; dar a volta por cima, ao pé da letra, é fazer uma “volta” por cima do problema, correto? Olhe seu impasse por cima e dê uma volta, tome conhecimento e cure-o.

Dar a volta por cima não é passar com um trator por cima do teu problema, derrubando tudo, com revolta e raiva. E sim fazer uma autoanálise crítica do que te perturba, do que te atrapalha e procurar consertar. Muitas vezes a dor se torna quase que insuportável no início, e vai abrandando ao longo do tempo e as vezes a dor é imensa ao final do ciclo. Tudo em tua vida são ciclos; tem início, meio e fim... tudo!


Não importa no que tu crês; Deus, Jesus, Buda, uma energia, uma força maior, universo, enfim. Cada um tem um tempo pré-determinado para todo ciclo que irá passar na vida. E quem determina o tempo é você, baseado em tua vida e tuas experiências. Você sabe até onde pode aguentar e quando pode dar um basta no teu ciclo. 

Ninguém vive sem ciclos. Tudo que tu passastes, passas e passará é um ciclo. Porém, quem escolhe o tempo do ciclo é única e exclusivamente você. Ainda mais se este ciclo resulta em dor, pois, como disse Carlos Drummond de Andrade: "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

Se o ciclo que estás passando neste momento é de dor, escolha não sofrer. Busque família, amigos, atividades que te distraiam... Não desista de ser feliz. Esta é a maior dádiva da vida! Você deve sentir o ciclo da dor para amadurecer, mas não precisa prolongar teu ciclo de sofrimento. Escolha ser feliz!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Distância e tempo

Parecidos, não é? Distância e tempo [...] distância em centímetros, metros, quilômetros... tempo em segundos, minutos, horas. Mas, como assim parecidos? Distância não se parece nem um pouco com tempo! Mesmo?

Quanto tempo se gasta para percorrer cinco quilômetros? Quem dita é você! Se você tiver dois minutos sobrando, corra! Se você tiver dez minutos, ande rápido, se tiver vinte minutos, caminhe, se tiver meia hora, dá tempo até para pausar e descansar... viu só?

Mas, você notou que a velocidade foi um diferencial bem importante? Pois é... velocidade também é bem parecido com distância e tempo. Mas, por que eu não citei antes? Pois a velocidade é ajustável à medida que a distância e o tempo mudam. Se você se distancia de algum ponto, durante um tempo considerável, sua velocidade para alcançar aquilo de volta pode crescer muito e seu cansaço pode ser tão extremo que o arrependimento pode ser enorme...

Nossa vida é feita de tantas coisas, tantos clichês... Mas o principal clichê são as “escolhas”. Você escolhe se distanciar, por quanto tempo quiser e escolhe a velocidade que vai usar. Mas, sua vida depende de você.... Exato, SUA vida. A vida do próximo não depende de você. Ninguém vive em função de ninguém. Cada cabeça é um mundo, tem suas escolhas. E se aquele ponto que você se distanciou ficou tão longe que agora, não adianta velocidade, é tarde demais? Dói, né?


Orgulho é um dos piores sentimentos do mundo humano. Na maioria das vezes só traz desgosto, perda de tempo e aumento de distância. Fora tua velocidade para arrependimento, que em muitos casos, nem funciona. Por isso, pense muito bem ao se distanciar de alguém. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O jardim

Me diga uma coisa, não é lindo um jardim florido e verde? Principalmente quando não é o nosso jardim, pois não temos de nos preocuparmos. Muitos nem sequer têm a benção de ter um jardim em suas vidas, mas aqueles que a tem, devem recebê-la com gratidão e cuidar para que seu jardim não venha a tornar marrom.

Mas, e quando você não quer ter um jardim? Quando você nunca soube o que é ter um jardim? Não sabia como cuidar, nem como agir e, de repente, você é presenteado com um jardim enorme, cheio de plantas, flores e árvores? No início, é doloroso ter de aguar, adubar e cuidar de todas as plantas, para que não morram. Quando não se sabe cuidar de um jardim, é como subir um piano pelas escadas até o vigésimo andar. Doloroso, complicado, difícil, mas um dia percebemos que ter um jardim é a benção mais maravilhosa que Deus pode nos dar e, até tomamos gosto por aquilo.

Como sempre, o tempo não para e parece que vamos esquecendo daquela benção; quando ganhamos o jardim. Infelizmente, nos acostumamos com a grama do jeito que está. Quando as plantas precisavam de água, corríamos para dar água, mas não cuidávamos para que as plantas nunca viessem a sentir sede. O maior erro de um bom jardineiro é não cuidar e zelar pelo próprio jardim e, se for tarde demais, as plantas morrem e não há mais o que fazer.

Porém, em seu último suspiro, as plantas gritam e pedem por ajuda. Um bom jardineiro fiel corre às pressas, joga água, joga adubo, mas requer um tempo para que este jardim floresça novamente. Este tempo, deve ser respeitado. O papel de um jardineiro fiel, neste momento é o de cuidar, estar junto, amar muito, aguando e adubando, para que as plantas não morram; até que se torne verde e florido e que toda essa angústia nunca mais se repita e o jardim não venha a tornar marrom.

Assim é o amor entre dois seres, o jardineiro e o jardim.

domingo, 9 de dezembro de 2012

“Macanudismo, quadrinhos, desenhos e pinturas de Liniers”.

Ao entrar na exposição, percebi a quantidade de detalhes para querer mostrar o lado bom e ruim da vida. De cara, podemos até perceber que se trata de uma exposição série, mas ao “estudar” a exibição, notei que o artista puxa muito para o humor. Como que Liniers tem a paciência e as ideias de passar ao mundo tudo que temos a oferecer? Delicado e detalhista, o quadrinista Argentino se parece pouco comigo. Posso até notar a diferença entre o bom e o ruim, até saber mostrar, mas da forma que ele encontrou, nunca.

As histórias são pequenas e diretas. Já as pinturas, muito abstratas e até difíceis de fazer. Ele une diversos quadros para fazer a pintura em todos eles, dando trabalho e paciência, coisa que eu tenho pouca.

As historinhas chamam atenção pela sinceridade e humor. Por exemplo, um que achei bastante engraçado: dois amigos estão na chuva e, ao abrir a sombrinha, a chuva para. Ao fechar, a mesma volta e assim sucessivamente. Enquanto isso, os amigos comentam um com o outro que “o dia hoje está mais para soluço”, dando a entender que a chuva está com soluço, pelo fato de cair e parar.

Tenho a plena certeza de que muitos vão ver a exposição, achar bonito e não entender o que ela passa. Outros entenderão, mas não terão paciência de ler todas as histórias em quadrinhos e outros vão ler todas e não entender. Posso falar por mim, não li todas, entendi algumas e gostei muito dos detalhes. É incrível como uma pessoa consegue mostrar a sociedade tamanha importância com a vida, humor e até o mítico e estranho mundo imaginário, com cabeças flutuantes e monstros de chapéu. Uma exposição quase que 100% surreal.

Ao final de tudo, gostei bastante e indico a quem quiser relaxar a mente e viajar um pouco no mundo surrealista, que pode trazer surpresa para cada tipo de leitura.

"Something about Alice"

O filme relata a história de Alice, uma menininha que “viaja” por um mundo completamente fantasioso. Ela adormece e logo em seguida acorda assustada, passeando por um lugar novo e esquisito. A história se passa em lugares estranhos e com criaturas ainda mais estranhas. Alice se transforma numa boneca e sai caminhando e conhecendo esse novo mundo.

Conhece o coelho atrasado, o chapeleiro maluco e a Rainha de Copas que corta a cabeça dos súditos que são acusados de cometer algum crime. Alice passeia tanto que faz amigos e inimigos. Ela tenta descobrir onde está, mas ninguém a ajuda. O único que poderia apoiá-la seria o coelho, mas ele sempre estava atrasado para algum compromisso. Ao longo do tempo, Alice vai tentando desvendar tudo e de repente, volta para onde estava, notando que tudo não se passou de um sonho.

O que dá a impressão é de que o roteiro do filme é o próprio livro escrito, a obra descrita. É notável por causa da ausência de diálogos e quando há, a voz da narração surge, dando a impressão ainda maior da descrição da obra.

Um filme estranho, impressionista, bizarro e até um pouco chocante. Mas a composição e o modo que foi feito, trás um grande up. A película é feita toda em stop-motion e trás um valor mais alto e notável para o telespectador. Um filme famoso, de arte e feito de um modo bastante valorizado pelo mundo do cinema.

A Cultura de Massa, a Policultura e a Sociedade

           As transformações no sistema de cultura do mundo desde a época de 1950 até os dias de hoje são notáveis. Nos tempos antigos, cultura era um termo muito comum na sociedade. Todos iam a um bom teatro, um cinema, e até assistir peças teatrais nas ruas mesmo. Davam valor à cultura. O tempo foi passando, e mesmo com o golpe militar e a repressão do governo, a população ainda insistiu. Muitos eram estudantes, que queriam um mundo melhor, um país melhor e retratavam isso em cultura.

            Com a chegada do século 21, a crise na cultura se exerce no país e a população passa a consagrar a tecnologia e a vida noturna, esquecendo e deixando de lado o que o Brasil tem de bom a oferecer. Bons filmes, peças teatrais entre outras formas de cultura. O que predomina nos dias de hoje é a cultura de massa, também chamada de cultura popular. É caracterizada pela imagens e fenômenos famosos que acontecem no mundo virtual, os “virais”, “redes sociais” etc, além de ser fortemente influenciada pela mídia de massa.

     Na cultura popular existem subculturas; crenças no superficial, consumismo, sensacionalismo e corrupção. O termo surgiu no século XIX, em uso original para se referir à educação e cultura das classes mais baixas.

          “Cultura de Massa é o total de ideias, perspectivas, atitudes, memes, imagens e outros fenômenos que são julgados como preferidos por um consenso informal contendo o mainstream de uma dada cultura.” (Fonte: Internet). É entendível como cultura influenciada ou influenciável. Por que será que a cultura de antigamente foi dizimada? Será que estamos numa era de revoltas e desistências, já que a tecnologia e as teorias de informação estão dizendo que o mundo vai se acabar?

          Não se deve acreditar em tudo que é dito. O problema da sociedade é a influência. Grande parte da população é facilmente controlada por ela mesma. Quem diria que peças de teatro e filmes brasileiros não seriam um dos mais vistos? A influência do estrangeiro causou isso na sociedade. O cinema americano é o mais visto no país... além de que, famílias, influenciadas pelo externo, passam isso para seus precedentes, sem nem sequer, perceber.

      A sociedade precisa acordar para ter sua cultura de volta. Se diz “policultural”, mas resumindo é “farinha do mesmo saco”. Nota-se também, a vontade dos jovens de se soltar. Por exemplo: Se um jovem ouve da sociedade que ela é policultural, ele deseja seguir seu rumo e escolher sua própria cultura e seguimento, mas para isso, precisa da emancipação, causando um grande transtorno para a família, que lá no começo, ajudou a criar ele dessa forma.

          Acredito que bastou uma crise popular para dar início a várias crises na sociedade.