domingo, 25 de dezembro de 2011

23 de dezembro

Véspera da véspera de Natal. Dia de folga! Acordei bem tarde e fui fazer faxina na casa. Passei aspirador, limpei a mesa e minha amiga lavou os banheiros. Almoçamos e esperamos nossa outra amiga chegar do trabalho para podermos comprar as coisas da festa de Natal amanhã. Pegamos o ônibus das 5:42pm e fomos para Silverthorn. Chegando lá, nem pro supermercado fomos, fomos direto pros Outlets. Eu queria procurar um second job na Polo Ralph Lauren, e consegui. Só falta o número do Social Security chegar.

Saindo da Polo, fomos na Guess. Encontrei uma jaqueta muito boa! A prova d'água, protege do frio e o melhor de tudo, 37 dólares. Fiquei meio indeciso e deixei pra resolver se ia comprar depois. Da Guess, fomos na Tommy Hilfiger, comprei 3 camisas e gastei 32 dólares, da Tommy fomos na Aéropostale, comprei 3 camisas gastei 26 dólares e de lá voltamos para a Guess, então decidi comprar o casaco.

Da Guess, fomos direto pro Wendy's, jantar. Comi o novo hamburger deles, o "W". Pão, verdura, carne, queijo, pão, verdura, carne, queijo e pão. DELICIOSO! Além da batata frita PERFEITA, tinha o free refil, mas o copo era de 1 litro de refrigerante, então nem aguentei e só tomei um mesmo. De lá, pegamos o ônibus e fomos pra casa direto. Vou tentar dormir cedo, pois amanhã trabalho às 8am.

sábado, 24 de dezembro de 2011

19 de dezembro

Faz um tempão que eu não posto nada. O motivo: chego em casa todo dia cansado e vou conversar com meus amigos, então, não tenho paciência de escrever nada, enfim... Hoje, acordamos bem cedo, pois fomos para Denver tirar o Social Security (CPF dos Estados Unidos). Nosso chefe veio nos buscar as 8am em ponto; entrei no carro e cochilei de cara.

Chegando em Denver, fomos direto pro Social Security Office. Antes de subir, tivemos que por moeda pra estacionar o carro na rua! (Bem parecido com o Brasil). Chegando no lugar, tinha pouquíssima gente, foi questão de 30 minutos pra todo o pessoal aplicar. Saindo de lá, fomos direto pra churrascaria Fogo de Chão, comer um rodízio de carne Gaúcho e matar a saudade do Brasil. 25 dólares e a água de graça. Fenomenal!

Saindo da churrascaria, fomos para os Outlets de Denver. Fomos na Bestbuy, comprei uma capinha pro meu iPod, fomos na Ross, comprei uma camisa da Klein por 9 dólares e depois fomos pro Outlet maior. Chegando lá, fui direto na Oakley e comprei uma camisa de 10 dólares. Depois de lá, fui comprar minha mala, GIGANTE por sinal, que me custou 40 dólares. Então, fui passear, entrava em uma loja, comprava uma besteira, entrava em outra, comprava mais e quando percebi, já tinha gasto quase 100 dólares. Parei num cafezinho da Starbucks.

Antes de ir embora, passe na Aéropostale pra encontrar meus amigos para podermos ir embora, só que quando entrei, achei um casaco de 45 dólares na promoção por 15... Não resisti e tive de comprar. Saindo da loja, fomos pro carro e voltamos pra Dillon. Não consegui nem desarrumar tudo direito, fui direto dormir.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

15 de dezembro

Acordei às 10am e a Marina nem pronta estava, aliás, ela é a que mais atrasa todo mundo, fica tirando foto de tudo, muito engraçada! Enquanto nos arrumávamos, uma das nossas chefes ligou pedindo que todo mundo fosse assinar alguns papeis no escritório. Aproveitamos que estávamos de carro e fomos direto pra Dillon, abrir uma PO Box.

Chegamos no post office, quase que abríamos a maior, que custava 140 dólares por 6 meses, pois se alguém fosse pedir um laptop, por exemplo, caberia na caixa, mas não é bem assim; a atendente do posto disse que se chegasse algo maior que a caixa, eles só deixavam um recado e a gente pega a mercadoria dentro do posto, então, alugamos a menor, que custou 34 dólares.

Após o post office, fomos no banco abrir uma conta e, quando chegamos lá, só podia abrir com o passaporte original, e eu só tinha a cópia comigo. Então, voltei pra casa voando pra poder dar tempo de devolver o carro no horário, senão tínhamos de pagar outra diária. Quando eu estava saindo de casa, o pessoal me ligou e disse que não precisava abrir uma conta, pois nossa chefe ia dar um cheque, que podíamos tirar no banco; ou seja, corri pra nada.

Enfim, não abrimos a conta. Fomos direto pra Frisco e devolvemos o carro. Depois, fomos de novo no Wallmart comprar um colchão, pois uma das meninas está dormindo em edredom no chão. Além do colchão, compramos guloseimas e coisas pessoais. Esperamos o ônibus até voltar pra casa, e aqui estou atualizando tudo, ouvindo sertanejo e conversando com todo mundo, enquanto esperamos a roupa ser lavada.

14 de dezembro

Hoje, acordamos cedo para eu mostrar ao pessoal a cidade. Pegamos o ônibus das 12:34pm a fomos até o escritório da empresa pra o pessoal assinar os devidos papeis pra começar a trabalhar. De lá, fomos pro mall onde vamos trabalhar, eles conheceram um dos nossos chefes e conheceram as 3 lojas. Fomos almoçar num restaurante bem legal, mas quando a conta chegou desistimos e decidimos que só íamos lá uma vez. 20 dólares pra cada um...

Depois do almoço, fomos pra Frisco, tentar alugar um carro para poder fazer as compras no Wallmart. Depois de passar um frio TREMENDO do Wallmart até a loja de alugar carro, conseguimos um Ford Fiesta sedan por 100 dólares com seguro, só que, we had a situation. Quando tentamos alugar, tínhamos de pagar um "cheque calção", que é um tipo de seguro para garantir que vamos devolver o carro sem estar tão destruído, até aí tudo bem. O problema foi que nenhum dos 6 cartões passou. É muito cartão pra pouco dinheiro. Só veio passar no último cartão.

Fomos pro Wallmart, passamos 2 horas e meia naquele supermercado. Ninguém aguentava mais. Compramos suprimentos para quase um mês. A conta deu 45 dólares para cada um. Todo o problema foi que hoje estava nevando muito. Hoje eu decidi: ODEIO neve! Aqueles flocos de gela que derretem e molham você inteiro! Muito chato! Pior foi colocar todas as compras dentro do carro enquanto a neve molhava todo mundo, um inferno!

Depois de dirigir a 40km/h na estrada com neve, chegamos em casa e finalmente estocamos tudo. Comemos uma lasanha de 2kg (10 dólares) e depois fomos dormir, o dia amanhã vai ser cheio, vamos procurar emprego para uma das meninas, que ainda não conseguiu.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

13 de dezembro

Hoje trabalhei cedíssimo. Fui dormir tarde arrumando a casa, pois meus amigos chegam hoje. Quando cheguei no trabalho, descobri que ia ficar na On the edge de novo. Aquela loja que eu fico sem fazer nada o dia todo. Minha chefe, pra facilitar minha vida, me pediu para limpar as janelas do lado de fora.

Enquanto eu limpava, 3 meninas se aproximaram. Quando vi a bolsa da agência no Brasil, logo perguntei se eram brasileiras, e estava certo. Elas estavam meio que desesperadas, pois não tinham conseguido casa para morar, então eu disse que ia ver com meus amigos da casa se eles se importavam e então voltei ao trabalho.

A On the edge, é a menor loja, e eu fico o dia todo lá, pois na outra vendem bebidas alcoólicas, e como sou menor de 21 anos, eles preferem que eu não fique lá. Depois de um tempão lá, esperando um cliente que seja, chegam 3 pessoas, conversando sobre a viagem que dizeram para Paris, então logo pensei "opa! vão gastar dinheiro.", e cheguei perto, perguntando se eles precisavam de alguma ajuda. Não é que eles gastaram 360 dólares na loja? Fiquei super feliz e só esperando a hora passar para dizer pra minha chefe.

Na hora de fechar o caixa, contei o dinheiro, fechei o sistema e fui pra loja central pegar minhas coisas e ir para o ponto de ônibus. Antes de sair, uma das minha chefes me ligou dizendo que não estava conseguindo abrir a porta da casa, daí fui logo para o ponto para poder abrir a porta para ela. Quando cheguei, um dos que iam morar aqui na casa tinha chegado. Gente boa, cumprimentei e então fui com ele e minha chefe buscar a Ana Paula, que também vai morar com a gente, no ponto de ônibus em Frisco.

Chegando lá, tentamos alugar um carro, para poder buscar as outras meninas, que também iam chegar hoje à noite, mas a loja que aluga carros, estava fechada, então as meninas tiveram de pegar uma shuttle no aeroporto, que resumindo foi bom, pois deixou aqui na frente de casa. Finalmente, casa, quase, cheia, conversamos e começamos a nos conhecer. Foi muito legal, nos entendemos muito bem e acho que essa viagem vai ser inesquecível.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

11 de dezembro

Hoje tive folga. Liguei pros meus amigos em Breckenridge e combinei de encontrá-los na casa deles. Peguei o primeiro dos 3 ônibus no horário, só que quando cheguei no outro ponto, o ônibus tinha ido embora e o próximo só depois de uma hora. Resultado, esperei uma hora inteira num "friozinho" de 11 graus negativos, legal né? Não desejo isso nem pro meu maior inimigo (mentira, só um pouquinho pra ele(a) sofrer).

Quando peguei o ônibus, é como se eu tivesse com insônio e tomasse um sonífero. O ônibus quentinho e eu esperei ate chegar em Breck, torcendo pra encontrar logo a casa dos meus amigos, pois tinha esquecido os papeis com tudo anotado, em casa.

A vista do caminho até lá é uma das mais belas que já vi, pena que deixei meu ipod em casa e não pude tirar fotos, mas a próxima vez não esqueçi!

Depois de 35 minutos de "viagem", cheguei na BTC (Vreckenridge Transfer Central) e entrei no outro ônibus que me levaria a té a casa dos meus amigos. Quando entrei, encontrei algum deles. Eles estavam voltando do Wallmart, foi bom que eu pude ir conversando o resto do
caminho.

Desde que cheguei aqui, não conversei muito, mas quem me conhece, sabe que eu gosto de falar. No ônibus, eu conversei muito com meus amigos e percebi que tava setindo falta de ar e então vi que não tava ainda acostumado com a altitude. Cheguei na casa deles e conheci outro casal que está morando com eles. (eu ia
morar com eles, então já conhecia pela internet).

Conversamos muito, todos são muito simpáticos. Passou um pouco e saímos pro centro. A Main Street parece coisa de cinema. Aliás, toda a cidade parece ser um filme! Linda demais.

Dois casais amigos foram procurar emprego, pois vieram sem, então foi uma maratona em tanto! Batemos perna pelas lojas, batendo de porta em porta, procurando emprego; eu ajudava como podia.

Um tempo depois, encontramos duas meninas, que também estão morando lá em Breck. Bem simpáticas, gostei de conhecê-las. Depois, combinamos de encontrar todos o grupo na Starbucks, mas só foram 5, das 8 pessoas. Tomei um maravilhoso chocolate quente e ficamos conversando.

Depois da pausa, me encontrei com a outra metade do grupo, para irmos passear. Paramos numa loja de chocolates e cara, são TANTOS, mas TANTOS chocolates que ficou difícil de escolher. Tiramos fotos, conversamos, rimos, foi muito legal!

Depois, saímos da loja e encontramos o resto do grupo na praça pra tirar fotos. Foi muito divertido! Todos que passavam, nós pedíamos para tirarem fotos! Era um tipo de "pedágio", quem passasse por ali, tinha de parar pra tirar fotos!

Infelizmente, o dia estava acabando, então, nos despedimos e cada um foi pra sua casa. Combinamos de ir pra Silverthorne essa semana pra faEr compras.

To super ansioso, finalmente vai chegar gente na minha casa amanhã! Não vou ficar sozinho mais! o/

10 de dezembro

Cheguei no trabalho, novamente, faltando um minuto pro check in. O Eric me deu unas tarefas e então eu comecei. Primeira, etiquetar mais de 100 colares, pois estavam sem código de barras. Até aí, tudo ben, mas já no final eles se enroscaram e começou a ficar difícil. Depois de um tempão tentando desenroscar, eu consegui.

O tempo foi passando e ninguém entrava na loja. Comecei a tirar fotos e decidir procurar uma rede wifi. Achei, só que ela tava mais devagar que tartaruga levando mochila de viagem. Pra eu conseguir atualizar minha tineline do Facebook, eram uns 5 minutos, daí o tédio só fazia aumentar.

Depois de um tempão, fui tirar meu break. Comi um doritos e tomei uma
coca, típico "almoço" de funcionário. Quando eram umas 6pm, fui ao banheiro e meu chefe perguntou se eu queria tirar outro break, então fui pedir no restaurante do lado uma poção de batata frita. Cara... é a MELHOR batata frita que eu já comi. Elas são gigantes e BEM crocantes! E o melhor, só custa 5 bucks por um pacote que devem vim umas 100 unidades.

Fechei o caixa e peguei o ônibus de volta pra casa. Chegando, fui lavar roupa. A coisa mais simples do mundo. E o melhor, depois que a máquina termina de lavar, vem a melhor parte: a secadora. A roupa sai tão quente, que quando dobramos, ela já fica certinha, não precisa passar ferro! AWESOME!

Enquanto a roupa secava, meus amigos ligaram. A gente conversou um pouco e combinamos de nos encontrar na cudade deles amanhã, tomara que dê certo. Jantei, assisti TV e fui dormir.

domingo, 11 de dezembro de 2011

9 de dezembro

Voltando ao trabalho. Hoje fui trabalhar às 2pm. Chegando lá, fui para a On the Edge, uma das 3 lojas do grupo "Cures 'n Curiosities". Quando entrei na loja, conheci o Eric, ele é de St. Louis e também trabalha lá.

De cara, tive que dobrar mais de 30 casacos e umas 50 camisas que tinham chegado na loja. Após dovrar tudo e estocar, fui levar as caixas de papelão do lado de fora, um frio tremendo! Quase que não chego!

Voltando a loja, o Eric disse que eu ia ficar sozinho por lá. Ok, fiquei só o expediente inteiro e sem NADA pra fazer, pois essa loja não vai muita gente, ainda bem que tinha pelo menos música tocando.

Depois de um longo dia de trabalho, o Eric chegou para fecharmos o cauxa. Já eram 7:55pm e meu horário era até às 8pm, e eu tinha de sair essa hora, pois se eu perdesse o ônibus das 8:30pm eu só ia pegar o sas 9:30pm. Então, chegou o Eric com a "feliz" notícia de que ele ia fechar a loja do lado primeiro. Tremendo son of a bi... tá, esperei. Cada segundo que passava, eu só pensava no ônibus.

Depois de 15 minutos, o Eric chegou, só que eu disse a ele I'm sorry, but I have to go or I'll miss the bus! Então, ele não teve como me ensinar a fechar o caixa.

Cheguei bem na hora, o ônibus já estava saindo, mas deu tempo de pegá-lo. Cheguei em casa, ainda tive tempo pro meu facebook, então, fui dormir.

8 de dezembro

Hoje é dia de folga! Vou aproveitar pra descansar. Bom, acordei não muito tarde, mas dormir bem. Fui direto pra cozinha e preparei um delicioso café da manhã com ovos e bacon, bem americano. Depois, sentei no sofá e lá fiquei o dia todo, só vendo filmes e mexendo no ipod.

Como sempre, ao anoitecer, fico meio angustiado, mas como estou aqui há um tempinho, estou bem. Combinei com meu pai dele me ligar pra eu poder falar com minha avó no Skypr, foi bom demais! Conversei um tempão com eles. Depois, voltei pra TV e esperei a hora de dormir.

Umas 8:30pm o telefone tocou. Eram uns amigos de Breckenridge! Muito simpáticos! Adorei falar com eles e combinamos de nos encontrar no domingo. Fiquei muito mais calmo, o que me fez ir dormir feliz.

- Day off não tem o que falar, pessoal. Só escrevi pra não deixar em branco.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

7 de dezembro

Primeiro dia de trabalho. Acordei às 7h30, pois tinha de fazer meu café da manhã primeiro. Comi pão com geléia, queijo e sucrilhos. Com o sono que eu estava, não senti nem o gosto da comida. Troquei de roupa e esperei uns minutos até a horado ônibus passar, para não ter de esperar tanto tempo no frio.

Enquanto eu esperava, bateu uma angústia, um frio na barriga, um medo... Eu até choraminguei, mas engoli o choro e fui embora. Só que, meu nariz estava escorrendo e quando eu saí no frio, comecou a congelar e todo o nariz ficou vermelho. Eu até cheguei a me comparar com Michael Jackson, a ficar sem nariz, mas o ônibus chegou logo e eu fui até a loja.

Ao chegar, encontrei um dos casais brasileiros indo também, era o primeiro dia de trabalho deles também. Uma das minhas chefes começou o treinamento. Primeiro ela ensinou a mexer no caixa e como passar compras e, cara, o sistema do caixa é daqueles azuis que não usa mouse... Eu acho que eu não era nem nascido quando inventaram.

Até aí, tudo bem. Ela foi explicando como reestocar roupas, como arrumar tudo na loja e eu percebi que ninguém tem função definida lá. Em um momento você é caixa, outro você é vendedor e as funções vão surgindo de acordo com que a chefe pede.

Outro chefe nosso, o Ricardo, é brasileiro. Logo quando ele chegou, me pareceu meio caladão, na dele, mas ao longo do tempo ele se mostrou bem legal e atencioso, sempre disposto a nos ensinar tudo pa loja.

Mais tarde, descobri que os funcionários têm 25% de desconto na loja e 35% em roupa, mas com o imposto de 12,5%, quase não notei a diferença. Mas, tem uma parte boa. Os funcionários ganham um copo de acrílico e podem se servir de refrigerante a vontade e quantas vezes quiser, acho que eu devo ter tomado uns 3 litros de coca hoje!

O Ricardo me pediu para ficar mais duas horas extras pra eu fechar a loja com ele. Foi bem legal, pois ele me ensinou muita coisa e me deu bastante dica. Aprendi a estocar toda a comida, a separar o lixo e a fechar tudo. Peguei o ônibus no horário certinho e cheguei em casa em 20 minutos.

Quando cheguei aqui, exausto (10 horas de trabalho seguidas) fui tomar banho de hidromassagem, é claro. Quando acabei, parecia que eu tinha recarregado minhas energias, muito bom, agora eu sei porquê ricos são dispostos! Entrei na internet, atualizei algumas coisas e fui dormir.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

6 de dezembro

Acordei cedo (8am) e fui tomar café da manhã. Logo depois, fui explorar o apartamento. Dois quartos, sala com lareira, varanda (que não vai ser usada por causa do frio), dois banheiros, lava roupas e lava louças e ainda banheira com hidromassagem. É... acho que tá bom.

Logo depois, me arrumei e fui explorar a cidade. Peguei o ônibus (todos grátis) até a cidade que iria trabalhar e encontrei uma senhora Italiana no caminho que me ajudou a encontrar os lugares, ela foi muito gentil e me fez ficar mais calmo. Quando cheguei na loja encontrei com minha chefe e ela me disse que eu ia trabalhar na outra loja, pois eles são uma rede de lojas.

Peguei o ônibus até o outro ponto e quando entrei na loja, encontrei dois brasileiros que vão trabalhar comigo. Aquilo me deixou tão calmo, foi muito bom. Eles foram super atenciosos comigo e perguntaram se eu queria uma carona para o centro, pois eles iam fazer compras. É claro que aceitei.

Voltei pra casa e esperei a hora de encontra-los assistindo a família Adams. Peguei o ônibus e fiquei esperando eles saírem para irmos aos Wallmart. Eles são bem legais eme ajudaram nu
momento bem difícil, estar longe de tudo. Me deixaram em casa, eu agradeci bastante e fui jantar pra depois dormir. Amanhã é meu primeiro dia de trabalho.

5 de dezembro

5 horas da manhã... Hora de acordar e se preparar para viajar. Tomei meu café da manhã, troquei de roupa e parti. Chegando ao aeroporto, fui fazer o check in e dei de cara com a "maravilhosa" notícia de que para despachar mala eu teria de pagar 25 dólares. É, fazer o quê? Paguei e fui para o portão. Meu coração batia cada vez mais forte a cada passo que eu dava. Chegando para o embarque, passei no detector de metais, tirei sapatos, toda aquela história de segurança.

Chegando, finalmente no portão, esperei até meu voo de conexão em Charlotte. Entrando no avião, parecia que eu estava indo para uma sentença de morte. Eu só pensava nos dias que estaria longe da minha família e dos meus amigos... Mas logo eu fui melhorando e consegui dormir um pouco.

1 hora e meia de voo bem tranquilas. Cheguei a Charlotte e fui direto à uma Starbucks. Comprei meu capuccino e fiquei esperando o próximo voo para Denver. Novamente, aquele desespero bateu e eu comecei a ficar aflito. Chegando no avião, me sentei, respirei fundo e co segui me acalmar um pouco. Quando o aviao decolou eu pensei: this is it. Não tem como desistir e eu vou enfrentar de cara!

Depois de 3 horas e meia de voo, o comandante informou que estaríamos pousando em Denver e
alguns minutos e quando eu olhei pela janela, só via neve... Aquilo me acalmou mais, por incrível que pareça.

Quando desci, notei que estava MUITO frio, mas ainda bem que todo lugar é quente. Liguei para minha chefe e combinei o horário que ela ia me buscar. Peguei minha mala e procurei por algum ônibus que me levasse até Frisco, a cidade que minha chefe ia me buscar. Achei uma shuttle que custou 62 dólares, mas foi bem seguro.

Ao longo do caminho (quase 2 horas de viagem) cochilei um pouco, mas depois acordei e vi uma das paisagens mais lindas que já vi: montanhas com neve. Pena que esqueci minha camera em Orlando. Chegando em Frisco, um frio de -12C, não encontrei minha chefe e procurei um orelhão, mas não achei, então, a atendente da mini rodoviária gentilmente emprestou o celular dela. Liguei para minha chefe e ela estava do outro lado.

De cara me dei super bem com ela. Muito gentil e legal. Foi me mostrando a cidade e explicando como ia ser meu trabalho. Aquilo foi me acalmando muito. Chegando ao apartamento, ela me explicou as regras e me deu as chaves, só que eu vou ficar sozinho até terça-feira, e quando eu soube disso, todo aquele pensamento ruim voltou. Longe da família, dos amigos e ainda mais sozinho? Eu só não me desesperei mais, pois falei com minha tia ao telefone.

Minha chefe me deu uma carona até o supermercado para eu comprar umas coisas. Enquanto eu estava enchendo o carrinho, encontrei com ela, que me deu uma carona de volta. Chegando aqui, arrumei as coisas e fui direto dormir, estava morto de cansado.

4 de dezembro

Hoje fiquei o dia em casa. Arrumei as coisas e minha prima veio passar o dia conosco. Brincamos, conversamos e nos divertimos muito! Foi muito bom estar em família antes de começar essa jornada.

Depois do almoço fiquei jogando Wii com minha prima e o marido dela! Foi muito legal! Só que, legal mesmo foi os gritos em inglês e português! Enquanto jogávamos, minha mente só pensava no Colorado. Como ia ser a experiência, se eu ia me adaptar... Tudo isso junto fez eu perder no jogo.

Mais tarde, fomos ao Wallmart. Minha prima tinha de comprar umas coisas e eu aproveitei pra comprar um gorro e as luvas pro frio. O marido da minha prima foi me ajudar a comprar, pois ele morou muito tempo no frio, então ele sabe o que usar. Detalhe: foi a primeira vez que eu entendi tudo que ele falou. Ele é do norte, e o inglês por lá é bem complicado de ouvir, mas foi tudo bem.

Quando voltei pra casa, fui arrumar a mala com minha tia (mentira, ela arrumou tudo sozinha) e depois fui pra sala conversar um pouco pra poder ir dormir. Amanhã vamos pro aeroporto às 6am.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

3 de dezembro

Hoje acordei um pouco mais tarde. Fui a Disney, especificamente para o Magic Kingdom. Primeiro de tudo, quando estacionamos o carro, demos de cara com a entrada do parque LOTADA. O Magic Kingdom é o único parque da Disney que temos de pegar outro meio de transporte até chegar lá - Ferry Boat ou Monorail, para que tenhamos toda aquela magia de uma chegada ansiosa ao parque dos sonhos.

O problema foi que nesse dia estava acontecendo a gravação do especial de natal, então, além de ser Block day (só entram pessoas pré-selecionadas), estavam muitos artistas para fazer shows, incluindo Justin Bieber, Christina Aguilera, Cee-lo Green e o cara que ganhou o American Idol, que eu não sei o nome. Tivemos de ir de ônibus até o MK, pois o Ferry Boat estava quebrado e o Monorail estava com uma fila gigantesca e mais de 40 minutos de espera.

Chegando no parque, entramos e demos de cara com a gravação da parada de natal. Estavam Samantha Brown - apresentadora famosa dos EUA, tipo Xuxa ou coisa parecida - e o outro cara gravando para o especial que vai passar na ABC dia 25 de dezembro. Então, foi muito mágico, estava tudo impecável, mas o ônus de tudo foi a quantidade de gente. Pra se ter uma ideia, tivemos que passar pelo backstage para entrar no parque.

Depois de assistir e entrar no parque, fomos direto para a Tomorrowland. Eu fui para o Aeroorbit - brinquedo que só faz girar no alto de Disney e o resto do pessoal foi para o Carrossel de alguma coisa. Já era 2 horas da tarde e todos estavam morrendo de fome. Paramos numa das lanchonetes para almoçar. Comi um hamburger de Bacon com queijo e carne, batata frita e refrigerante. OS OLHOS DA CARA. Paguei 12 dólares nesse lanchinho. É impressionante como tudo em Disney é imensamente caro.

Depois do lanche, saímos de Tomorrowland e fomos até a Haunted Massion. Dessa vez eu notei muito mais detalhes do que a primeira vez que fui. Os detalhes são incríveis... É difícil imaginar que tudo aquilo foi imaginado e criado por um homem só. Depois da Hanted Massion, fomos para o Small World - procurem no youtube a música, vocês vão se lembrar, isso se não quiserem que ela fique na cabeça por 3 dias - e depois fomos para a atração dos Piratas do Caribe.

Saindo dos Piratas, fomos até outra atração, alguma coisa Jungle... Não lembro. O nosso guia era insuportável. Não parava de falar e explicar e, tentava fazer graça, mas ninguém ria. Coitado... Depois do Jungle, fomos tirar fotos na Splash Mountain e depois disso, já eram 7 horas da noite; nos sentamos na ponte em frente ao castelo para esperar a parada eletrônica e depois, os fogos.

A parada é muito interessante. Todas as luzes do parque se apagam e começam a passar os carros alegóricos dos personagens, todos iluminados com luzes de natal, muito bem feitos. Então, eu vi Cinderella, Branca de Neve, Peter Pan, Mickey, Donald, Pateta e muitos outros personagens da Disney passando nos carros e sorrindo etc.

Depois da parada, todos esperavam a famosa apresentação de 15 minutos de fogos, mas antes disso, a Disney inovou e colocou projetores estrategicamente instalados projetando imagens no castelo, fazendo com que aparecessem fotos, vídeos e também que o castelo parecesse estar em 3D e até uma das torres decolando. Fantástico e muito bem feito... Não tenho como descrever...

Depois, os fogos sincronizados com música e histórias da Disney. Após isso, todos esperavam o show da Christina, que seria por volta da meia noite, mas eu vim logo pra casa, pois estava morto de cansado.

domingo, 4 de dezembro de 2011

2 de dezembro

Noite completamente difícil, não pelo nervosismo, mas pelo "choque auditivo" - fui dormir num silêncio TOTAL, o que é bastante diferente pra mim, pois sou acostumado a pelo menos o barulho do ar-condicionado.

Acordei às 8 horas, tomei um café da manhã americano sem igual! Depois, me arrumei e fomos para um Mall, comprar umas roupas de frio pra mim. Chegando lá, fomos (eu, minha tia, meu tio, a sobrinha e a irmã dele) direto para a Ross - um tipo de loja que ponta de estoque para marcas famosas, como Calvin Klein, Tommy Hilfiger etc, a preços bem acessíveis. Para terem uma ideia, comprei 3 camisas básicas da Tommy que vem com 3 cuecas no pacote, por 10 dólares. Além do conjunto Hilfiger, comprei uma bota Water resistant para usar na neve. A bota é da Ecko, de couro e custava 90 dólares. Na Ross ela estava por 30 dólares.

Depois de fazer a feira na Ross (um total de 76 dólares em compras, que se fossem feitas nas lojas de origem, custariam o dobro do preço) fomos para a "Dollar Tree" - a famosa 1,99 do Brasil, só que tudo lá, custa 1 dolar. Comprei uma escova Colgate 360, pilhas pra minha câmera, 200 cotonetes e M&M e gastei 4 dólares e uns quebrados (tudo aqui tem as "taxes", então se você ver no supermercado algo com um preço indicando 2 dólares, ele vai te custar um pouco mais, dependendo do preço da tax (imposto) do estado americano).

Depois do Mall, voltamos para casa, almoçamos e descansamos um pouco para irmos a Disney. Nos organizamos, fiz as ligações pro Brasil e então comecei a me arrumar pra poder sair. Fomos para o Downtown Disney (Centro da cidade Disney).

- Para os que nunca vieram, Disney é uma cidade, MUITO maior que a cidade de São Paulo e tem seus parques dentro, além do centro da cidade (Downtown Disney). Só vindo para entender. Tem até um Cirque du Soleil dentro de Downtown Disney... Tudo perfeito -

Chegando a DD, fomos direto para o Boardwalk Resort - um dos mais de 30 hoteis que tem na cidade. Tendo uma vista para um lago e um caminho até o Epcot e um barco até o Magic Kingdom. Depois do Boardwalk, fomos para o Grand Floridian, um dos resorts mais caros de Disney, pra ter uma ideia, o príncipe William se hospedou lá com a Kate e fecharam um andar inteiro só pra eles.

Depois dos hoteis, fomos para o centro das lojas de Downtown Disney. Lá visitamos lanchonetes, lojas de suvenirs e até a loja de lego, onde tudo é feito de pecinhas (AWESOME). Após DD, viemos direto pra casa, descansar.

1 de dezembro

Desde pequeno, eu sempre sonhei em viajar pros Estados Unidos. Acho que quase toda criança sonha. Aqueles desenhos animados, Mickey, Donald, Pateta, Pluto etc... Você ter a oportunidade de vê-los ao vivo, é fantástica. Em 2010 eu tentei fazer este intercâmbio, mas por motivos familiares, não consegui. Pensando em não me deixar tão triste, minha mãe me proporcionol a viagem dos sonhos. Ela me levou aos EUA.

Recife, 1º de dezembro de 2011. Primeiro de tudo, só fui conseguir dormir às 2 horas da manhã assistindo, pela primeira vez, O Fantástico Mundo de Oz. Muitíssimo interessante, mas no meio do filme eu cochilei. Acordei às 6 horas, já ansioso para a partida. Tomei café da manhã com minha mãe, que também estava ansiosa e esperei meu pai chegar para irmos ao aeroporto. Quando meu pai chegou, enfrentamos um trânsito infernal. Mais de 1 hora para chegar no aeroporto, onde sem trânsito, poderíamos chegar em 20 minutos.

Chegando ao destino, fui fazer o check-in. Depois, encontrei com um amigo, que também veio fazer esse intercâmbio; foi ótimo, pois me acalmou, pelo fato de eu saber que tinha uma pessoa na mesma situação que eu. O meu maior medo era quando chegar ao aeroporto de Miami, pois da outra vez que vim para cá com minha mãe, me perdi e fiquei desesperado. É enorme e tem gente do mundo TODO. O aeroporto do Recife é menor que o estacionamento do de Miami, daí você tira o tamanho dos terminais.

Após passar alguns minutos, fiz um lanche com meus pais na praça de alimentação do aeroporto e finalmente chegou a hora de embarcar. Tiramos fotos, minha mãe chorou, e por incrível que pareça, eu estava bastante tranquilo. Entrei no portão de embarque e fiquei esperando o avião junto com meu amigo.

Ao entrar na aeronave, notei que a viagem ia ser bastante cansativa. O espaço entre as cadeiras era igual ao dos voos do Brasil. Bem pequenos e desconfortáveis. Quando me acomodei, notei que ia ser difícil me levantar para ir ao banheiro, pois estava na janela. Pessoal, se vocês vão muito ao banheiro no avião, NÃO escolham janela, é péssimo e além de tudo, você tem de acordar alguém para passar (se a pessoa do seu lado tiver dormindo, é óbvio).

Depois de algumas horas, tomei metade de um calmante, consegui dormir 1 hora, mas depois acordei para almoçar. Até que foi bom, tinham duas opções de comida, massa ou carne. Depois de algumas horas, tomei a outra metade do remédio, mas não adiantou. Cada vez que eu olhava para o relógio, a impressão era que tinha passado meia hora e na verdade só tinha se passado 5 minutos. Era uma ETERNIDADE...

Chegando a Miami, ainda tive que esperar uns 30 minutos dentro do avião e, finalmente, desembarquei. Chegando ao terminal, andei, sem brincadeira, uns 3 km. Peguei um skytrain até o segundo terminal para enfrentar a imigração - Um monte de guichês onde nós cadastramos nossa entrada nos EUA. Após a imigração, fui pegar minha mala, num salão 10 vezes maior que meu apartamento. Peguei, e entreguei em outra sala para eles despacharem para o outro voo que ia para Orlando.

Depois de despachar, fui para a alfândega - Um fila ENORME, onde passamos por raio X e temos de tirar até nossos sapatos... Bastante chato. Depois de TUDO isso, olhei no telão e meu voo para Orlando estava. Tive de pegar o skytrain de volta para o primeiro terminal, e além de andar mais 3km, esperei quase 2 horas o próximo voo.

Chegando ao portão de embarque, liguei para minha tia aqui em Orlando do orelhão e depois fiquei passeando pelo aeroporto. Tomei um capuccino na Starbucks e comi uma Donut's. Fui numa loja de bebidas alcoolicas e fiquei encantado. Tinha um pacote de pague 1 e leve 2 de Absolut vodca... 32 dolares, velho, quase morri! Pena que não posso nem tocar, pois sou menor de 21 anos e se eu beber e for pego é CADEIA!

Depois de um tempão andando pelo aeroporto, finalmente sentei e esperei meu voo. O interessante de tudo, foi ficar observando as pessoas passarem... É muito legal você ver várias culturas, gente andando de burca, de véu, com aquele pingente na testa, de short, de calça, vestidos de casamento, cara, é demais!

Estava eu sentando, observando toda essa metamorfose ambulante, e noto que o rapaz que estava no guichê da minha cia aérea, pegou um objeto de percussão e comecou a tocar e cantar "Jingle Bells". Cara, o terminal TODO começou a cantar junto com ele, foi muito legal chegar aos EUA já no clima natalino. Finalmente, chamaram meu voo para Orlando. Embarquei e esperei 30 minutos para decolar e mais 30 minutos para chegar.

Chegando à Orlando, peguei outro skytrain até o terminal para chegar ao Bag Claim. Peguei minha mala e minha prima já estava lá me esperando para irmos pra casa. Finalmente, quando cheguei, comi uns pães e fui dormir.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Erros?

Ingratidão. O que será? A falta de amor, compaixão, reconhecimento ou simplesmente a falta de gratidão? Aquele que faz tudo por você, que tenta se esforçar ao máximo para dar tudo que possa estar ao seu alcance, acaba decepcionando-se quando o próximo fala com ódio e sem pensar que você não faz nada por ele.

Família, o que é família? Até quando devemos nos apegar? Ou será que nunca deveríamos nos DESapegar? O começo de cada relacionamento amoroso ou de amizade implica no não relacionamento, em parte, familiar. Mas isso é somente no começo de tudo, não deveríamos fechar nossa mente e só utilizar da amizade como abrigo para nossos sentimentos. Mas, até quando devemos recorrer à família?

Queria deixar claro que família é, friamente, um parente “de sangue”. Aqueles agregados são simplesmente: agregados. Há casos em que agregamos demais os agregados e acabamos com a ilusão de que estes possam ser parentes ou pessoas mais importantes na sua vida do que a real família, mas não, não é por esse lado.

Em nossas vidas, o outro sempre, SEMPRE, vai fazer uma leitura de algo ruim que você tenha feito. Um ser pode ter seguido vários caminhos corretos, mas se ele desviar uma única vez, esta, será lembrada pelo resto da vida, e as outras várias formas corretas, nunca serão recordadas.

Cada vez que você comete um erro, este será lembrado para sempre. É como aquele clichê: “Todas as vezes que você machuca, é um prego furado numa tábua. Este poderá até ser retirado, mas o buraco permanecerá lá para sempre.”. A vantagem (não sei se posso falar assim) da família é que na maioria das vezes é perdoável o que o próximo faz de, considerado, errado. Mas eu me pergunto, se eu sou tão ruim assim, é porquê não sabem o que é ter um filho, neto, sobrinho drogado, alcoólatra e ladrão. No dia que isso acontecer, eu concedo a permissão de terem desgosto ou falar mal de mim.

Tenho a plena certeza e estou com minha consciência tranquila de que sou uma ótima pessoa e de boa índole, além de caráter e personalidade fortes. Sei que não estou errado e se tiver, reconhecerei meus erros mais tarde, mas preciso de oportunidade, pois sou apenas uma foca.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Unicap - Católica In termina com a realização de Júri Simulado

Aconteceu na tarde de sexta-feira (3), às 14h, no auditório G2, o encerramento do Católica In, com a participação de quase 30 escolas, entre públicas e privadas, da Região Metropolitana do Recife. Os cursos do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH) foram os visitados pelos alunos na sexta-feira.

Estiveram presentes na solenidade de abertura a coordenadora geral de Graduação e do Católica In, Verônica Brayner; o diretor do CTCH, Degislando Nóbrega; e os coordenadores do curso de Teologia, Cláudio Vianney; de Filosofia, Karl Heinz Efken; de Pedagogia, Elba Leicht; de Direito, Catarina Oliveira; de História, Newton Cabral; de Letras, Haidée Camelo; e Soraia Nunes, presidente do Instituto Nacional de Mediação e Arbitragem (Inama).

A professora Catarina Oliveira fez uma breve explanação para os estudantes que escolheram as atividades do curso de Direito: “É uma alegria enorme tê-los aqui conosco. Eu não tive a oportunidade de presenciar um curso antes mesmo de começar, e hoje, com o Católica In, vocês podem tirar dúvidas e conhecer melhor o que vão escolher para o futuro”, ressaltou Catarina.

O curso de Direito proporcionou uma atividade prática, o Júri Simulado, que aconteceu no Núcleo de Práticas Jurídicas da Unicap, a Astepi. Os alunos do ensino médio puderam conferir de perto como é realizado todo um processo jurídico.

A apresentação da Astepi, e do caso que seria julgado, foi feita pela professora Alice Neves Costa, que explicou o que ia acontecer no Júri Simulado, composto pela juíza e professora da Unicap, Fernanda Moura; José Durval Lins, delegado e professor de Direito da Católica, mas no caso fez o papel do promotor; e Alexandre Nunes, advogado e professor da instituição. O réu foi representado pelo estudante de Direito Ari Agripino da Cunha. Os jurados foram compostos pelos estudantes da plateia, previamente selecionados pela juíza.

Antes de começar, a juíza Fernanda Moura explicou para os presentes que aquilo era uma simulação de um julgamento e explicou que “os jurados são compostos de ‘juízes leigos’, ou seja, eles não precisam ser formados em Direito para poderem estar ocupando esses lugares. Antes de começar o julgamento, a juíza fez a leitura do mesmo, interrogou e entrevistou o réu e, após isso, o promotor de justiça fez a acusação e, logo depois, o advogado defendeu o réu. Procedimento comum em um júri.

O caso: Heraldo Bernardino Soares, vulgo “Peto” e José Severino de Oliveira Júnior, conhecido por “Júnior do Amor” no dia 23/05/2005, por volta das 03h00 usando uma arma de fogo efetuaram disparos contra Ricardo Meireles do Nascimento, vulgo “Cado”, ocasionando-lhe a morte. O motivo do crime, segundo as investigações, consistiu no fato de ter a vítima ameaçado o primeiro denunciado pelo fato de ter este mantido relações extraconjugais com sua namorada, bem como a existência de um débito pela compra de maconha ao segundo denunciado, “Júnior do Amor”.

Ao final do júri, o réu foi absolvido com quatro votos a favor e três contra. Os estudantes contaram o que acharam da oportunidade: “Achei ótima, pois assim, nós pudemos ter experiências verdadeiras. Foi tudo muito real. Eu nunca tinha visto um júri. Tive a visão do que realmente é e o que faz um advogado, um promotor e um juiz”, destaca a estudante do Colégio Padre Nércio Rodrigues, Saymara Suzane da Silva, de 16 anos.

“Eu adorei! Foi perfeito. Vi que é isso que quero para minha vida. A Unicap está de parabéns! Evento superorganizado, proporcionando para nós estudantes do ensino médio uma oportunidade muito válida para nosso futuro,” elogiou a estudante de 18 anos, Luana Peixoto, do Colégio Agnes.

Já a estudante Milka Cavalcanti de Paula, de 17 anos, também aluna do Agnes, conta que participou do evento outros dias: “Eu vim em dois dias. No de Fisioterapia e hoje. Foi tudo bastante organizado e os profissionais sempre respondem nossas perguntas da melhor maneira possível. Em nenhum momento deixaram de responder alguma dúvida.”

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Perfil - “E teve boatos de que eu ainda estava na pior!”

Guarulhos, cidade relativamente calma, em comparação a grande São Paulo. Há alguns anos, um grupo de amigos estava em um barzinho, se divertindo e brincando. Para eles, nada de mal podia lhes acontecer. Foi quando, de repente, um homem entra no local e fere um dos integrantes do grupo de amigos. A pessoa tenta se defender ao máximo e é atacada sem piedade. O indivíduo foi levado ao hospital, onde foi atendido e internado em estado grave. Dias depois, chega-se a triste notícia de que tinha-se perdido um pulmão.

Estamos falando da extrovertida, simpática, elegante e contagiante, Luisa Marilac. Ela, que é transexual, ficou famosa por um vídeo caseiro que fez em sua casa, na cidade Roqueta Del Mare, na Espanha. Luisa fez o vídeo em reposta a uma desilusão amorosa que teve com o ex-marido. No vídeo, ela mesma deixa claro que está muito bem sem ele, e que os boatos são meros e simples boatos: “E teve boatos de que eu ainda estava na pior... Se isso é tá na pior, p@$!&! O que é que quer dizer tá bem né?” afirma Luisa em seu vídeo, se referindo a sua boa e tranquila vida europeia.

“Levei sete facadas de graça”

Voltando ao que tínhamos falado, Luisa estava em um encontro com suas amigas, na época ela tinha 15 anos de idade, e já estava tomando os hormônios para se transformar em mulher. Um homem, que até hoje não foi identificado, entrou no estabelecimento e começa a esfaquear Luisa gratuitamente. “Foram sete facadas! Eu não consegui ver nada. Eu só fazia me defender com minha perna e meus braços. Foi horrível.” Conta Luisa.

A homofobia nos dias de hoje, podemos dizer, está muito menor, mas há ainda um alto índice, principalmente no Brasil. Ela diz que fugiu para a Europa por sofrer muito preconceito. “Eu nasci numa família muito conservadora, no interior de Minas Gerais. Naquele tempo era impensável o que eu estava pensando em ser.” A ex-garota de programa deu a volta por cima e seguiu em frente: “Quando eu me descobri homossexual tomei a decisão de seguir minha vida daquele jeito, pois eu era daquele jeito. Fui para São Paulo, Rio de Janeiro e depois de sofrer tanto preconceito, fugi para a Espanha. Eu só estou sendo eu mesma. Sempre respeitei todo mundo, por que ninguém pode me respeitar?” indagou Marilac, referindo-se a massa homofóbica da sociedade brasileira.

“É a realidade! Vamos parar de ser hipócrita!”

Luisa, ao se descobrir homossexual, procurou imediatamente uma psicóloga, pois sempre soube que era homossexual, mas queria entender tudo aquilo. Quando ela decidiu assumir, sofreu vários tipos de preconceito: “Infelizmente isso ainda existe no Brasil. É muito fácil fazer as coisas debaixo do pano. Mas podem ir numa sauna gay que você encontra de tudo! Pastor, homens casados, deputados, enfim. Todo mundo fala mal, mas ninguém quer assumir!” revolta-se.

A estrela nos contou ainda que não esperava todo esse sucesso (Mais de 1 milhão de acessos em seu vídeo no Youtube). Agora, a diva da internet está visitando todo o Brasil, acompanhada de sua mãe e empresária, hoje, grande admiradora da filha. No dia 28 de maio de 2011, veio pela primeira vez à terra do Frevo, convidada pela maior boate do norte/nordeste, a Clube Metrópole. “Adorei Recife! Não esperava todo esse sucesso. Cidade linda, gente linda, receptiva e calorosa.” E ela ainda enfatiza: “Além da cidade, quero experimentar os homens recifenses, né?” Brincou.

Foi bastante atenciosa com os fãs na noite em que visitou a boate. Além de sorridente, foi bem aceita pelo público presente na casa noturna. Marilac nos contou sobre seus planos de moradia: “Se eu encontrar algo de diferente, vou ficar por aqui. Não vejo motivo para ir embora. Mas, sem esquecer que ainda tenho medo de viver aqui. Sofri muito e ainda tenho um pé atrás.”.

Unicap - Daniel da Hora encerra Semana de Publicidade da Católica

“Vou tirar o estilo Roberto Carlos!”. É assim que Daniel da Hora começou a palestra, se referindo ao pedestal onde coloca-se o microfone. Dessa forma divertida e contagiante, Daniel começou o Publishop, evento sobre criação publicitária que aconteceu nesta sexta-feira (27), às 10h, no auditório G1. Vinculado ao evento, houve também o encerramento da Semana de Publicidade, do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Pernambuco.

Daniel da Hora é diretor de Arte, diretor de Criação e consultor em Criação e Inovação Publicitária, presidente do Clube de Criação de Pernambuco – CCPE e professor da Universidade Federal de Pernambuco.

A conferência contou com a participação do coordenador do curso, Rodrigo Duguay; do coordenador da Agência Experimental de Publicidade e Propaganda, Fernando Fontanella; profª Thelma Guerra; profª Izabela Domingues; profª Janaína Calazans e os alunos de Publicidade.

Daniel começou sua palestra mostrando alguns vídeos e trabalhos realizados na mídia nacional e internacional. A palestra foi bastante interativa e teve a participação dos alunos com dúvidas e esclarecimentos. Daniel também comentou que “o profissional da área deve agregar valores, deve ser intuitivo, simples, mas ao mesmo tempo impactante. A intenção é motivar o consumidor e que a mercadoria seja viciante, traga algum benefício claro e seja acessível quando e onde ele estiver”.

“Receber um profissional como Daniel, que está ligado tanto à mídia e criação quanto ao mundo acadêmico é uma grande honra para nós da Católica. É importante que esses profissionais do mercado venham trazer sua experiência para que os alunos possam praticar o que veem em sala de aula”, ressalta Rodrigo Duguay.

Daniel mostrou vídeos promocionais de alta criatividade, que ganharam prêmios em festivais importantes como o Cannes Lion, para justamente estimular a criatividade dos alunos da graduação. Foram debatidos temas como “O Digital como Integrador”, “Termômetro da melhor ideia”, “O que fazer com a ideia?” e “O Consumidor Espera Algo”. Daniel também ressaltou a importância das mídias sociais, como Twitter, Facebook, Flirck, para a divulgação desses trabalhos.

“Hoje estou trazendo, não só essa palestra sobre como podemos trabalhar as ideias em publicidade e propaganda, mas como a ideias podem atingir o público a partir de um insight de uma marca. Discutir de como, a partir de mídias alternativas e de ideias, as marcas podem interagir. Vamos discutir também sobre o Cannes Lion, que é o maior festival de propaganda do mundo. Eu digo que é uma pós-graduação que realizamos em uma semana”, brincou da Hora.

Camila Araújo, aluna do 8º período, elogiou o evento: “É importante para nós estarmos cientes sobre a criatividade publicitária e como nós devemos nos portar diante de um desafio de uma campanha. Achei uma oportunidade ótima, de estarmos assistindo a uma palestra de uma pessoa tão importante e tão entendida nesse mundo que estamos entrando”.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Unicap - Católica vai promover festa junina no dia 10

Da redação da Assessoria de Comunicação da Unicap:

A Universidade Católica de Pernambuco vai promover a sua festa junina, no dia 10 de junho, às 20h, no Clube dos Oficiais, localizado na Avenida João de Barros, 357, Boa Vista. O arrasta-pé será animado pelo sanfoneiro Jorge Neto e pela banda de forró Balaio de Cheiro. Os ingressos já estão à venda na Pró-reitoria Comunitária (térreo do bloco B) e na loja da Fasa (térreo do bloco A). A senha individual custa R$ 10 e a mesa, R$ 40. Mais informações no 2119.4146.

Unicap - Cultura pernambucana ganha presença na Assessoria de Comunicação da Católica


Por: Tifanny Valente

A Assessoria de Comunicação da Católica (Assecom) está de cara nova com as pinturas do artista plástico Marcos Santos. Os desenhos foram concebidos pelo designer Java Araújo, inspirados nas xilogravuras de Jota Borges. Em seu ateliê em São Lourenço da Mata, o artista plástico trabalha com estamparias em camisas, painéis para peças de teatro, pinturas para quadros, esculturas feitas de massa valorizando a figura humana, grafite de rua, pinturas personalizadas para carro, moto, capacete e guitarra. “Gosto mais de desenhar a mão livre, pois o tempo passa sem eu perceber. Eu me entrego mesmo”, conta Marcos Santos.

Quem se interessar pelo trabalho de Marcos pode entrar em contato pelo fone 8816-4922.


domingo, 29 de maio de 2011

Simulação de um "Ao Vivo"

Simulação de um "Ao Vivo" para o telejornal "Lá Vem Cultura" da turma de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco da turma 2009.2

A regulamentação de uma "profissão"

Há tempos que no mundo existe a prostituição. A “profissão mais antiga do mundo”, assim como é tratada, existe desde antes de Cristo. Na antiguidade, era praticada por jovens mulheres como uma espécie de ritual de iniciação sexual. Após a civilização, ficaram distintas entre prostitutas pobres e de luxo. Desde então, essa profissão ficou bastante conhecida como um pecado para muitos, na época. Não era de se esperar que uma mulher fosse para a cama com diversos homens, somente, por dinheiro.

Foram queimadas, destrinchadas, estupradas, mortas e violentadas da pior maneira possível. Ao longo dos séculos, foi-se tornando, podemos dizer, normal a prática sexual em troca de dinheiro, mas ainda, em pleno século XXI, existe uma forte faixa de preconceito contra essas profissionais. Meninas novas, de família, estudiosas, bonitas, vendem o corpo para pagar a faculdade, pagar suas contas, ou até mesmo simplesmente por prazer. Mas, o que mais chama atenção não são elas, e sim senhoras de faixa etária avançada, que ainda estão nessa vida.

Flor tem 57 anos de idade e pratica a profissão há quase 40 anos: “Comecei bem nova. Minha família era pobre. Minha mãe era doente e eu não agüentava mais vê-la sofrer daquela forma. Eu tinha que fazer algo e emprego era muito difícil na época. Vendi meu corpo, e ainda vendo para sustentar meus filhos e netos.” Comenta Flor.

O Juiz do Trabalho da 11ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região, Doutor André Luiz Machado, afirma que “Uma profissão é regulamentada mediante a promulgação de uma Lei Federal que deve fixar as condições de trabalho, como jornada máxima de trabalho, piso salarial, etc. Levando isso em consideração é possível dizer que o primeiro passo para a regulamentação de uma profissão é o encaminhamento de um projeto de lei que pode ser de iniciativa parlamentar ou do executivo federal.”

A regulamentação da profissão, ou seja, torná-la acessível para que todas possam exercer a profissão amparadas pela lei trabalhista, já vem sendo estudada pelo Deputado Fernando Gabeira, do Partido Verde. Ele é autor de um projeto de lei (PL 98/2003) que prevê a regulamentação das profissionais do sexo. No projeto, havia a previsão de obrigatoriedade de pagamento por serviços sexuais, ou seja, o agenciamento da prostituição.

O projeto foi arquivado no início do ano de 2011. A previsão de obrigatoriedade de pagar pelo serviço gera um direito, subjetivo por parte das profissionais de sexo, de cobrar as parcelas devidas por serviços prestados. A descriminalização das condutas previstas nos artigos 228, 229 e 231 do Código Penal, permitiam que terceiros pudessem agenciar serviços sexuais, fato que poderia gerar a existência de vínculo de emprego entre as profissionais de sexo e seus agenciadores.

“A prostituição não é conduta tipificada no Código Penal. Entretanto, é crime favorecer ou promover a prostituição (artigos 228, 229 e 331 do CP). A falta de regulamentação da profissão do sexo em muito pode ser explicada pelo conservadorismo de parte significativa da população.” Ressalta Dr. André Luiz Machado.

A regulamentação de uma profissão tem diversos efeitos jurídicos: limitação de jornada, piso salarial, fiscalização das condições de trabalho, benefícios previdenciários, criação de órgão de fiscalização da profissão, criação de sindicatos da categoria com poderes de representação judicial e extrajudicial em favor dos direitos coletivos etc. Então, deve-se lembrar que não se deve somente ao Poder Judiciário a competência para promover a regulamentação de profissões em geral. Essa tarefa faz parte da mobilização dos interessados junto aos seus representantes parlamentares. Ao poder judiciário caberá apenas esclarecer os conflitos da relação jurídica existente entre a profissional do sexo e seus clientes.

Jayme Bevenuto, professor de Direito da Universidade Católica de Pernambuco, ressalta fatos importantes da profissão: “Em relação a todas as outras profissões, não se deve esquecer aposentadoria e licença médica. As questões de saúde devem ser um ponto bastante estudado e não podem ser esquecidos de forma alguma. Eu acredito que a aposentadoria deveria ser aceita e também, conseqüentemente, a carteira assinada, mas aí entra a história de ‘quem vai assinar essa carteira?’. Os chamados ‘bordeis’ devem ser os ‘patrões’, podemos dizer assim, dessas profissionais do sexo. Então, temos que rever toda essa análise de permitir a veiculação desses estabelecimentos.”

Há uma promessa de regulamentação, mas há muito a ser estudado. Enquanto isso, as profissionais do sexo sofrem preconceito e ainda sim, são violentadas e maltratadas por muitas pessoas que não vêem nisso, um trabalho de, muitas vezes, necessidade.

Inovação na Medicina

(Foto: Internet/Divulgação)

Ao longo do tempo, a medicina vem sofrendo diversas formas de avanço. Tanto nos remédios, com a criação dos antibióticos e antiinflamatórios, quanto nos aparelhos tecnológicos que servem para diagnosticar qualquer tipo de doença ou infecção.

Muitos desses aparelhos já são utilizados por clínicas médicas e hospitais de grande porte. Os mais comum é o Raio X, que utiliza radiação para verificar qualquer mudança no corpo. A Ressonância Magnética veio como um avanço, após o Raio X. Ela permite imagens em duas ou três dimensões, de qualquer parte do corpo. É um exame moderno, pois não utiliza radiação e sim, um forte campo magnético e ondas de rádio que permitem a formação de imagens.

O Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está realizando um projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE), de um equipamento desenvolvido na Itália, no final dos anos 90, e disponibilizado para pesquisa em 2003.

No Brasil o primeiro equipamento foi da Escola Paulista de Medicina, o segundo da Universidade Federal de Minas Gerais e, o da UFPE, foi o terceiro (em abril de 2009), sendo na época, o oitavo aparelho no mundo. O projeto tem a coordenação da professora de Fisioterapia da UFPE, Armèle Dornelas de Andrade.

O nome do equipamento é Pletismógrafo opto-eletrônico, da empresa Italiana, BTS Bioengineering. É um equipamento de pesquisa que avalia a função pulmonar utilizando oito câmeras de alta resolução e um software que calcula as medidas dos volumes pulmonares distribuídos em três compartimentos da caixa torácica e dos dois hemitórax, separadamente.

O instrumento, além de informar o percentual da distribuição do volume pulmonar ocupado nos compartimentos da caixa torácica pulmonar, caixa torácica abdominal, região do abdômen, durante a respiração tranquila e o exercício em pacientes com alterações de saúde que interfiram na respiração, também mede a falta de sincronia torácico-abdominal.

Cyda Reinaux, Mestre em Fisioterapia, do Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar da Universidade Federal de Pernambuco conta que “os voluntários geralmente são pacientes envolvidos nas pesquisas e sentem-se privilegiados em poder ter acesso a um aparelho novo e poder proporcionar auxílio no diagnóstico e acompanhamento da resposta terapêutica da sua doença.”. Ressalta Cyda.

“Esse trabalho ainda está sendo aplicado somente para pesquisa. Os médicos que entendem o que o aparelho proporciona que é, avaliar a distribuição dos volumes da caixa torácica, estão animados, pois é uma proposta inovadora, que nenhum aparelho ofereceu ainda. Então, isso vai melhorar além do diagnóstico, o acompanhamento terapêutico do paciente feito através do tratamento medico que é proporcionado.” Frisou Armèle Dornelas.

Já foram realizados trabalhos em crianças, adolescentes, adultos, idosos, obesos, pessoas que praticam exercício e asmáticos. Qualquer um que tenha doença que afete o aparelho respiratório pode ser avaliado.O aparelho não oferece risco nenhum a quem o utiliza, pois avalia o mesmo de forma evasiva.

O paciente coloca sensores que percebem a respiração do mesmo, fazendo com que o aparelho filme todo o processo de deslocamento da caixa torácica que é transformado em volume pulmonar através de um cálculo. “Ele só respira na frente do aparelho, não precisa fazer esforço nenhum, nem colocar bocal nem nada. São oito marcadores que são colocados na região torácico-abdominal, na frente e atrás do tórax. O deslocamento é calculado para verificarmos o volume pulmonar do paciente. Dependendo do teste, meia hora à uma hora.” Comentou Cyda.

No Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar da UFPE, existem vários aparelhos novos que estão sendo estudados. A Plataforma Vibratória, mais nova aquisição do Laboratório que chegou este mês, é um instrumento que vibra, quando o paciente o toca, determinando a frequência que desloca minimamente contra ações da musculatura que possa ser trabalhada, com isso, aumentando a hipertrofia e a força muscular. A proposta é para aqueles que têm fraqueza muscular.

Fotos: Vítor Albuquerque/Divulgação

Confira o áudio da entrevista com Cyda Reinaux! Clique aqui.

Outras informações, acesse o site da empresa: BTS Bioengineering

terça-feira, 24 de maio de 2011

Unicap - Curso de Publicidade e Propaganda expõe grandes marcas no Vitrine


Que os alunos do curso de Publicidade e Propaganda são criativos, isso todos já sabem. Mas a cada ano eles se superam na Feira de Promoção de Vendas da Universidade Católica de Pernambuco , o “Vitrine”. A feira tem o intuito de promover marcas que são previamente selecionadas pelos estudantes da graduação. O evento aconteceu na manhã desta terça-feira (24), no térreo do bloco G, e contou com a participação dos alunos a partir do 5º período.

Muita gente, animação, músicas, prêmios e diversão. Cada equipe teve a oportunidade de expor as vantagens da empresa que escolheu. As participantes foram a Hyundai, Lojão dos Games, Karintó, São Braz, Vitarella, Xbox, Uatt?, Extrabom Supermercados, Família Ovo, Faultless e Na Nuca Acessórios. Os alunos fizeram jogos para sorteio de brindes e puderam praticar atividades educativas em troca dos prêmios.

Todos que passavam pela feira paravam, nem que fosse para se divertir com os jogos digitais e os jogos de memória. Cada participante deixava seu nome e, depois, se fosse sorteado, era contactado para o recebimento do prêmio.

Sílvia Sena, estudante do 5º período de Publicidade, conta um pouco da experiência: “Nós temos a oportunidade de escolher uma marca para divulgá-la. Minha marca é a Família Ovo e os concorrentes fazem o jogo da memória e quem vencer vai ganhar um quadro da empresa. Eu acho essa experiência muito boa, pois o que vejo na teoria, todos os procedimentos e segredos, posso por em prática aqui na feira. É uma ótima oportunidade,” ressaltou.

Thiago de Castro, promotor da empresa Hyundai, comenta: “O Vitrine é muito importante para divulgarmos nosso trabalho. Agradeço a preferência e acho que esta é uma oportunidade que vai beneficiar tanto a Universidade quanto nossa empresa, que é uma das que mais cresce no mercado,” frisou.

Entrevista com Eronides Campelo

Eronides Campelo – Gerente de Projetos de Engenharia do Departamento de Trânsito de Pernambuco - DETRAN-PE

Vítor Albuquerque – Qual a solução para desafogar o trânsito no Recife?

Eronides Campelo – O trânsito de Recife possui um volume de tráfego excessivo para sua capacidade viária. Quando temos um volume superior à capacidade, temos um congestionamento, um travamento no trânsito. A cidade não foi preparada para o volume de tráfego que existe hoje. Recife foi uma cidade que cresceu de forma espontânea e sem a presença do veículo. A cidade que tem mais de 450 anos, e vida de veículo, quase 120. Então, há de se convir que a cidade conviveu quase 300 anos sem a presença do automóvel. Não podia ser uma cidade planejada para tal. Então, as vias tinham uma dimensão até razoável para o deslocamento das pessoas, sem a presença do automóvel. Com o crescimento excessivo populacional e de frota veicular nos centros urbanos, as vias ficaram subdimensionadas para o volume excessivo. A solução próxima é a sinalização das vias para administrar o trânsito, até com engenheiros de tráfego. Mas com o crescimento da frota veicular a capacidade da via fica comprometida e o que foi regulamentado, já não é atendido. Passamos então para a segunda fase, que a fase de otimização dessa sinalização. É feito um sincronismo dos semáforos, vias de mão dupla, tornam-se mão única, a construção de determinados corredores etc.

VA – Em horário de pico, encontramos um trânsito maior. Mas, quando há esse trânsito em uma via que não é comum esse tipo de tráfego, achamos estranho, Mais à frente, notamos que é algum serviço sendo feito na pista ou em algum poste de luz. O senhor não acha esse horário incoveniente para esse tipo de atividade?

EC – Sem dúvida. Há uma ineficiência em termos de programação algumas vezes de alguns serviços e alguns eventos também, que às vezes por falta de espaço, muitas vezes se deslocam para a via, causando um transtorno maior. Temos um calendário vasto de eventos em Recife que se deslocam para o leito das vias, como na realidade eles deveriam ser deslocados para estádios, clubes, para áreas que não trouxessem problemas para o tráfego de trânsito.

VA – Sobre o projeto da Avenida Conde da Boa Vista. Se a intenção desse projeto foi aliviar o tráfego, por que só foi contruída uma via para carros populares?

EC – O corredor Leste-Oeste teve grandes limitações. Na Avenida Caxangá foram tomadas medidas para desafogar o trânsito, como a ultrapassagem de ônibus nas paradas. Criamos algumas altas para não congestionar o corredor quando havia uma necessidade de estocagem para o giro à esquerda, ou seja, foram várias medidas visando à melhoria do tráfego. A respeito da Conde da Boa Vista, ela tem dimensões inferiores à Avenida Caxangá, então não poderia existir o mesmo resultado. Houve a insistência de técnicos sobre a instalação desse corredor, o qual já era esperado um conflito maior, e foi com muita luta que a prefeitura, na boa intenção de dar um resultado favorável para a população, construiu esse corredor, já que a grande parte da população utiliza o transporte público.

VA – Sobre o projeto do corredor da Avenida Agamenon Magalhães. O que vocês têm em mente?

EC – Vimos algumas soluções de transporte elevado, com a construção de um corredor em cima do canal, para atender a demanda que temos de norte sul da cidade. Vimos um grande tráfego na Agamenon, por ser a primeira perimetral a ser usada pelos motoristas para se deslocar de norte a sul da cidade. Então, é uma via muito solicitada. Como tem uma demanda desse tamanho, a Prefeitura da Cidade do Recife pensa em colocar um transporte elevado para reduzir o número de veículos. Entretanto, esse projeto ainda está em estudo e nós acreditamos que poderá trazer benefícios e malefícios. Malefícios, pois a Agamenon Magalhães é uma avenida muito solicitada. Visando colocar um corredor elevado para transporte público o índice de pedestres nas ruas vai ser aumentado, causando assim um congestionamento ainda maior.